Spanish Arabic English French German Italian Portuguese

Melgaço

(1 voto, media 2.00 de 5)
smaller text tool iconmedium text tool iconlarger text tool icon

La Muralha:

Fortificação composta pelo castelo, parte da antiga cerca da vila medieval e vestígios arqueológicos da couraça nova e do fosso envolvente.

CASTELO de planta sensivelmente ovalada, em cantaria de aparelho regular e siglado, com muralha de diferente altura, não apresentando remate nem adarve pelo interior, o qual era, no entanto, acedido por escadas estruturadas na espessura da muralha, subsistentes a Norte, com dois lanços divergentes, a Este e a Oeste; em três lados apresenta vestígios de antigo balcão, subsistindo os cinco cachorros de sustentação. Integra dois cubelos quadrados, um a Noroeste. e outro a Sudeste, com a mesma altura da muralha nesses pontos, o primeiro terminado em parapeito rasgado por uma ou duas seteiras de cada lado, e o segundo sem o remate, mas tendo o pavimento actual rebaixado de modo a criar parapeito de protecção; a Sul, virada à vila, a muralha integra ainda barbacã da porta, de construção seiscentista, de planta poligonal, igualmente sem o remate, e tendo três das faces do corpo do muro rasgadas por troneiras cruzetadas, duas delas entaipadas ou semi-entaipadas, abrindo para o interior, formando nicho amplo em arco de volta perfeita; lateralmente, a barbacã possui vão correspondente a porta de comunicação com a urbe, actualmente com portão de ferro.

O acesso directo ao interior do castelo fazia-se apenas por uma porta, disposta a Este, em arco de volta perfeita de aduelas simples, sobre os pés direitos, com porta de madeira. Junto ao cubelo Noroeste. e de ligação à vila muralhada, existe ainda porta da traição, igualmente em arco de volta perfeita sobre impostas. Ao centro do pátio de armas, ergue-se a torre de menagem, de planta quadrada, em cantaria siglada, de três pisos, e terminada em parapeito ameado saliente, sendo regularmente rasgado por três seteiras, assente em cachorros escalonados e coroado por ameias de corpo estreito piramidais; tem cobertura em telhado de quatro águas, circundado por adarve, acedido por alçapão metálico, e, num dos ângulos, sino sustentado por estrutura metálica, datado de 1897.

Na fachada principal, virada a Norte, abre-se sobrelevado portal em arco de volta perfeita, sobre impostas lisas bastante avançadas, e com tímpano liso, sendo acedido por escada de ferro, com guarda do mesmo material. Na fachada Este rasgam-se descentradas e desalinhadas duas seteiras. 
INTERIOR de três pisos, intercomunicantes por escada de ferro para o piso inferior e de madeira para o superior, com paredes em cantaria aparente, apresentando silhares salientes, pavimento de lajes, entre o afloramento rochoso no térreo, e de madeira, no superior, e forro da cobertura também em madeira, com estrutura assente em mísulas.

A CERCA, na sua maioria, é actualmente inexistente, no entanto a sua planta rectangular irregular, com o topo Nordeste curvo, é bem visível no traçado urbano. O troço subsistente, entre a torre Noroestes e a Rua Direita, apresenta zonas com diferentes alturas, aparelho regular em cantaria, siglado, sem o remate nem possuindo interiormente adarve, ainda que conserve algumas antigas escadas de acesso ao mesmo, avançadas da muralha, nomeadamente perto da torre Noroeste. Conserva ainda duas portas, uma perto da torre Noroeste, com arco de volta perfeita, de aduelas regulares sobre impostas bastante salientes, encimada por cinco modilhões onde se apoiava balcão de defesa da porta, possivelmente acedido pelo adarve.

A segunda porta, em frente do principal eixo de circulação da vila e designada por Porta de Baixo, deveria ser torreada, visto a muralha avançar sensivelmente da cerca; tem arco de volta perfeita, de duas arquivoltas, uma de aduelas largas e uma outra mais fina e saliente, sobre impostas lisas, sendo igualmente encimada por cinco modilhões, de sustentação de um balcão de reforço da defesa da porta, com acesso pelo interior, pelo adarve ou pela torre.

 

Casco Histórico:

1183 - D. Afonso Henriques concede foral à povoação de Melgaço, que estava inserido na Terra de Valadares, Tenência de Soeiro Aires;

1199, cerca - carta de couto concedida por D. Sancho I ao mosteiro de Longos Vales (Monção), referindo a existência da primeira torre em Melgaço, construída por D. Pêro Periz, prior do dito mosteiro, e pelos seus frades;

1245 - acordo entre o abade João de Fiães, os juízes João Pires de Caveiras e Miguel Fernandes, e o concelho de Melgaço, para a construção da cerca; o abade João comprometia-se a construir 18 braças de muro (32,91 m) e a reparar esse troço, sempre que ele caísse, a expensas dos frades, obedecendo ao modelo que fosse escolhido pelo concelho; em contrapartida, tinha a obrigação de indicar um cavaleiro fidalgo, natural do reino e de boa reputação, para ser investido como alcaide; o abade de Fiães tinha ainda a obrigação de erguer uma torre, talvez uma do castelo; 
Século XIV, final - construção do fosso, provavelmente durante o início do reinado de D. Fernando, e da barbacã, erguida na parte exterior da muralha, sobre os rochedos previamente aplanados, para ajudar a defender o fosso; tinha cerca de três metros de largura; 
Século XV, 2ª metade - durante o reinado de D. João II, decidiu-se construir uma couraça nova, destacada da barbacã e rematada em torre semicircular, com porta a Sul, para defender a entrada Este da vila e resguardar um poço importante no abastecimento de água; 
Século XVI - construção de um novo remate na torre, com os matacães e ameias;

1512 - representação da fortificação de Melgaço por Duarte D Armas; 
Século XVII - construção de nova fortificação à volta da vila, inutilizando a porta meridional do túnel do fosso com a construção de uma nova linha de muralha; abertura de uma nova porta no recinto do castelo provido por uma barbacã de porta; acrescentaram-se novos elementos, como falsas bragas à volta de todo o perímetro da cerca, seguindo o antigo traçado do fosso, três baluartes orientados para os principais pontos de defesa, e uma tenalha, exteriormente defendida com um través e com uma das portas defendida por uma barbacã poligonal; 
Século XVII, finais - alteração das paredes laterais da antiga couraça, para uma planta sensivelmente triangular, mantendo a cabeceira semicircular, com porta orientada para a Porta do Campo da Feira; atulhamento do fosso medieval; abertura de nova porta na couraça, entre duas casas, na parede voltada a Norte, para dar acesso a um espaço adjacente à falsa braga;

 

1713, 6 Novembro - data da planta de Manuel Pinto de Vila Lobos, mostrando a vila envolvida por uma fortificação abaluartada; posteriormente construiu-se estrutura de protecção, talvez de travês, à porta do Campo da Feira, visto não ser representada na planta de Villa Lobos;

1758 - data de uma planta do castelo elaborada pelo sargento Gonçallo Luís da Sylva Brandão, retratando os três principais pontos de água na época: a cisterna, um poço no interior da povoação e a Fonte da vila; 
Século XIX, 2ª metade - colocação do relógio na torre;

1942 - Direcção de Finanças cede à Câmara o castelo, com condição de zelar pela sua limpeza e conservação e propõe a sua utilização como mercado de gado; ofício do director da DGEMN protestando este tipo de utilização, visto o Estado proceder ao restauro dos monumentos nacionais com o intuito Patriótico de os salvar da ruína;

2001, Agosto - inauguração do núcleo museológico pelo Ministro-adjunto António José Seguro, integrando o fosso medieval e uma pequena parte da couraça nova.

Segundo os desenhos de Luis Pinto de Villalobos, de 1713, e de Gonçalo da Silva Brandão, de 1758, observa-se que a nova estrutura militar se adapta às defesas anteriores, abrindo na cerca medieval uma porta com barbacã e removendo parte da couraça. Observa-se também a adição de novos elementos como falsas-bragas, baluartes e uma tenalha.

As falsas-bragas foram construídas em redor do perímetro da cerca da vila ocupando o fosso que estava operacional até ao momento tendo sido preenchido na sequência destas novas obras. Para ligar os troços da falsa-braga realizaram-se baluartes orientados para os principais pontos de defesa, dois deles para o rio Minho e outro para sul, este último composto por baluartes adossados que ocupavam o espaço actualmente ocupado pela praça da Câmara Municipal.

A tenalha era composta por duas cortinas alargadas terminadas em dois meios baluartes ambos rematados com parapeitos de terra. O acesso ao interior da tenalha era realizado através de portas opostas: uma dava acesso à fonte da vila, outra para a Ponte do Rio do Porto. Diante desta Porta havia um fosso e um parapeito. Outra construção desta época era a abertura de uma porta na cerca do castelo medieval para facilitar o acesso à vila desde o interior do castelo. Esta porta foi protegida por uma barbacã de planta poligonal.

A Praça de Melgaço está inserida na linha estratégica da defesa da fronteira norte portuguesa, primeiro contra Leão na Reconquista e posteriormente contra a penetração dos castelhanos. Durante as Guerras da Restauração esta praça, juntamente com Valença, seria o primeiro ponto fortificado na proximidade da linha fronteiriça do Rio Minho. Trata-se de uma fortificação abaluartada com obra exterior de Tenalha, de carácter permanente, construída na sua maior parte segundo os modelos da arquitectura militar abaluartada realizada no século XVII. A fortificação moderna envolve o recinto medieval. A planta desta fortaleza é irregular, adaptando-se, como nas restantes fortalezas, à evolução do armamento e das técnicas de guerra da época.

Não restam vestígios da fortaleza moderna, sendo que as informações principais são provenientes dos desenhos de Luís Pinto de Villalobos de 1713 e de Gonçalo da Silva Brandão de 1758. 
A envolvente da fortaleza, de acordo com a pressão do crescimento urbano da vila, absorveu toda a área da parte moderna da fortaleza. A sua alteração foi tão significativa que já não permite o reconhecimento da sua forma.

Sobre Melgaço:

Número de habitantes del Municipio: 10.000

Localización Geográfica: O concelho de Melgaço localiza-se na região Norte no distrito de Viana do Castelo.

Otras redes en las que participa el municipio:

  • Associação de Municípios com Centros Históricos – www.apmch.pt
  • Amigos dos Castelos – www.amigosdoscastelos.org.pt /e-mail: Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla
  • Associação Portuguesa de Vilas Novas Medievais Planeadas – www.cm-vilavicosa.pt

VER GALERÍA DE LA MURALLA

Página web: www.cm-melgaco.pt

Ver mapa

Datos de contacto:

> Institución

António Rui Esteves Solheiro
Direcção: Largo Hermenegildo Solheiro. 4960-  551 – Vila Melgaço
Telefone: 251 410 100/111
Fax:
251 402 429
Página web: www.cm-melgaco.pt
Correio electrónico: Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla

> Contacto institucional

Angelina Maria Esteves
Cargo: Chefe de Divisão de Cultura, Museus e Património
Instituição: Câmara Municipal de Melgaço
Direcção: Divisão de Cultura Museus e Património – Rua do Castelo. 4960 – 537 - Melgaço
Telefone: 251 402 843 / 845
Fax:
251 402 844
Página web: www.cm-melgaco.pt
Correio electrónico: Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla

> Contacto técnico

Angelina Maria Esteves
Cargo: Chefe de Divisão de Cultura, Museus e Património
Instituição: Câmara Municipal de Melgaço
Direcção: Divisão de Cultura Museus e Património – Rua do Castelo. 4960 – 537 - Melgaço
Telefone: 251 402 843 / 845
Fax:
251 402 844
Página web: www.cm-melgaco.pt
Correio electrónico: Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla